Um professor da Sorbona, P. Artus e M. Virarad, alertam (2010, p. 21) “A nossa convicção é que o tempo das vacas gordas acabou. Com a baixa taxas de juros e, de certa maneira, com a baixa dos preços ao consumidor ocidental. Que uma nova era da globalização começou”.
A «guerra» pelas matérias-primas, já começou e mais do que nunca vão ser a salvação de várias nações que estão num forte processo de industrialização.
Os continentes disputados serão o Continente Africano e a América do Sul. Estas duas grandes regiões são o futuro dos recursos naturais mundiais. Por esse facto os BRIC, estão de «malas e bagagem» em direcção ao continente africano.
Talvez seja por isso, que os economistas do Standard Bank afirmam que, em 2030, perto de 50% do comércio africano será feito com os BRIC (Jornal Expansão, p.39)
África é uma presa muito mais fácil que a América Latina, onde a maioria dos estados, facilmente são corrompidos e por isso já está a ser «devorada» pelos velhos predadores, mas também pelos novos.
É neste mundo intrincado, complexo e de mudanças profundas que Angola ressurge das «cinzas»!
A oportunidade de Angola se igualar aos mais desenvolvidos, é hoje, enquanto há um elevado encaixe financeiro proveniente do petróleo. Este é o tema de reflexão.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Fases da Globalização
O processo de globalização é constituído por diferentes níveis de evolução e consequente aprofundamento do mesmo
Esta nova era, é também o inicio da quarta fase da globalização.
A 1º Fase da Globalização foi iniciada por Portugal, com os descobrimentos decorria o século XV; A 2º Fase da Globalização iniciada com a Revolução Industrial; A 3º Fase da Globalização iniciada com a exploração do petróleo. Agora estamos a iniciar a 4º Fase da Globalização com fim do petróleo barato.
Curiosamente a globalização foi iniciada pelo ocidente e se não houver solução energética de alternativa ao petróleo, o processo de globalização terminará no extremo oriente.
Um professor da Sorbona, P. Artus e M. Virarad, alertam (2010, p. 21) “A nossa convicção é que o tempo das vacas gordas acabou. Com a baixa taxas de juros e, de certa maneira, com a baixa dos preços ao consumidor ocidental. Que uma nova era da globalização começou”.
É neste mundo intrincado, complexo e de mudanças profundas que Angola ressurge das «cinzas»! Angola tem maravilhado o mundo com seu elevado crescimento económico, com uma paz militar consolidada. Quem visita a capital Luanda, verifica que a cada mês que passa ela muda, já que, surge mais o prédio, mais uma urbanização, mais um viaduto ou mais uma estrada. Mas a mudança de Angola não se faz só com betão, ela também está a acompanhar a evolução tecnológica, com os cabos de fibra óptica, com o projecto do satélite angolano, com o crescimento de grupos empresariais na comunicação social, com uma rede bancária de «última geração» e de meter inveja aos seus vizinhos. Mas, Angola também é crescimento social, nomeadamente com construção de centenas de escolas, com o surgimento de universidades e clínicas ou hospitais. Inclusive em Angola também moderniza a sua administração pública, o melhor exemplo foi a criação do GUE (Guichet Único da Empresa), serviço que permite constituir, alterar ou extinguir negócios em menos de 24 horas. Uma Angola que nem a crise financeira mundial iniciada em 2008 e que se prolonga até aos dias de hoje, a impediu de estar «sempre a subir»!
Esta nova era, é também o inicio da quarta fase da globalização.
A 1º Fase da Globalização foi iniciada por Portugal, com os descobrimentos decorria o século XV; A 2º Fase da Globalização iniciada com a Revolução Industrial; A 3º Fase da Globalização iniciada com a exploração do petróleo. Agora estamos a iniciar a 4º Fase da Globalização com fim do petróleo barato.
Curiosamente a globalização foi iniciada pelo ocidente e se não houver solução energética de alternativa ao petróleo, o processo de globalização terminará no extremo oriente.
Um professor da Sorbona, P. Artus e M. Virarad, alertam (2010, p. 21) “A nossa convicção é que o tempo das vacas gordas acabou. Com a baixa taxas de juros e, de certa maneira, com a baixa dos preços ao consumidor ocidental. Que uma nova era da globalização começou”.
É neste mundo intrincado, complexo e de mudanças profundas que Angola ressurge das «cinzas»! Angola tem maravilhado o mundo com seu elevado crescimento económico, com uma paz militar consolidada. Quem visita a capital Luanda, verifica que a cada mês que passa ela muda, já que, surge mais o prédio, mais uma urbanização, mais um viaduto ou mais uma estrada. Mas a mudança de Angola não se faz só com betão, ela também está a acompanhar a evolução tecnológica, com os cabos de fibra óptica, com o projecto do satélite angolano, com o crescimento de grupos empresariais na comunicação social, com uma rede bancária de «última geração» e de meter inveja aos seus vizinhos. Mas, Angola também é crescimento social, nomeadamente com construção de centenas de escolas, com o surgimento de universidades e clínicas ou hospitais. Inclusive em Angola também moderniza a sua administração pública, o melhor exemplo foi a criação do GUE (Guichet Único da Empresa), serviço que permite constituir, alterar ou extinguir negócios em menos de 24 horas. Uma Angola que nem a crise financeira mundial iniciada em 2008 e que se prolonga até aos dias de hoje, a impediu de estar «sempre a subir»!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O Petroleo não é a nossa salvação!!
Talvez ainda hoje, a maioria das pessoas não percebeu que o nosso mundo esteve à beira do colapso generalizado, ou seja, financeiro, económico e social, com consequências catastróficas para a humanidade. O referido colapso traria desemprego a uma escala já mais vista, a fome generalizada seria inevitável, como também grandes revoltas sociais à escala global.
Mas, ao contrário do que nos querem transmitir, o mundo ainda não está livre do colapso, penso inclusive que será inevitável, porque os que podiam fazer a diferença pela positiva, não o estão a fazer.
Esta não é apenas a minha interpretação, pois «grandes nomes» do sistema financeiro e económico são da mesma opinião. O jornal angolano Expansão, criado recentemente tem desempenhado um excelente trabalho, sobretudo com artigos dos grandes gurus da economia, que me foram muito úteis para sustentar a minha afirmação.
Alerto que a crise em Angola acabou por não se sentir como se pensava, mas isso só aconteceu porque aparentemente a crise durou menos tempo do que se pensava, mas independentemente de ter ou não chegado o fim da crise, espero que os governantes de Angola não se esqueçam da lição - o Petróleo não é a nossa salvação!
Mas, ao contrário do que nos querem transmitir, o mundo ainda não está livre do colapso, penso inclusive que será inevitável, porque os que podiam fazer a diferença pela positiva, não o estão a fazer.
Esta não é apenas a minha interpretação, pois «grandes nomes» do sistema financeiro e económico são da mesma opinião. O jornal angolano Expansão, criado recentemente tem desempenhado um excelente trabalho, sobretudo com artigos dos grandes gurus da economia, que me foram muito úteis para sustentar a minha afirmação.
Alerto que a crise em Angola acabou por não se sentir como se pensava, mas isso só aconteceu porque aparentemente a crise durou menos tempo do que se pensava, mas independentemente de ter ou não chegado o fim da crise, espero que os governantes de Angola não se esqueçam da lição - o Petróleo não é a nossa salvação!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
MASDAR
O Governo Abu tem convidado empresas de referencia mundial a instalarem-se na cidade sustentável de Masdar, um projecto, com conclusão prevista para 2016.
Estamos perante a primeira cidade 100% sustentável! Um investimento de 22 mil milhões de dólares, que está a atrair empresas de todo o mundo para ser uma referência mundial, não só na área das energias renováveis, mas também a todos os outros níveis relacionados com o ambiente e com a eficiência de tudo o que se utiliza ou se usa numa cidade. Haverá zero de desperdício, já que, toda a produção será reciclada.
O projecto de seis milhões de metros quadrados é fundado no modelo árabe da cidade murada articulado com tecnologia moderna de modo a alcançar uma sustentabilidade com desperdício energético nulo e continuo aproveitamento das energias utilizadas.
Masdar transformar-se-á num dos centros estratégicos de Abu Dhabi, com o interface de transportes a operar a curta e longa distância com o aeroporto internacional, permitindo a utilização oportuna da modernas redes viárias e a inserção do lugar na estrutura ferroviária e de transporte urbano.
O programa geral inclui a sede para a futura companhia energética de Abu Dhabi, uma universidade e um forte núcleo comercial apoiado por um ‘Innovation Center’.
A cidade desenvolver-se-á em duas fases, sustentadas em primeiro lugar pela central nuclear que se transformará na área de intervenção para a grande construção numa segunda fase. Assim, garante-se o crescimento urbano progressivo evitando que intervenções de pequena escala acabem por consumir o plano geral.
É nesta cidade projectada por Norman Foster que o Governo de Abu Dhabi pretende instalar a Agência Internacional de Energias Renováveis caso consiga vencer a batalha travada com três países europeus (Alemanha, Áustria e Dinamarca) para ser a sede do organismo.
Estamos perante a primeira cidade 100% sustentável! Um investimento de 22 mil milhões de dólares, que está a atrair empresas de todo o mundo para ser uma referência mundial, não só na área das energias renováveis, mas também a todos os outros níveis relacionados com o ambiente e com a eficiência de tudo o que se utiliza ou se usa numa cidade. Haverá zero de desperdício, já que, toda a produção será reciclada.
O projecto de seis milhões de metros quadrados é fundado no modelo árabe da cidade murada articulado com tecnologia moderna de modo a alcançar uma sustentabilidade com desperdício energético nulo e continuo aproveitamento das energias utilizadas.
Masdar transformar-se-á num dos centros estratégicos de Abu Dhabi, com o interface de transportes a operar a curta e longa distância com o aeroporto internacional, permitindo a utilização oportuna da modernas redes viárias e a inserção do lugar na estrutura ferroviária e de transporte urbano.
O programa geral inclui a sede para a futura companhia energética de Abu Dhabi, uma universidade e um forte núcleo comercial apoiado por um ‘Innovation Center’.
A cidade desenvolver-se-á em duas fases, sustentadas em primeiro lugar pela central nuclear que se transformará na área de intervenção para a grande construção numa segunda fase. Assim, garante-se o crescimento urbano progressivo evitando que intervenções de pequena escala acabem por consumir o plano geral.
É nesta cidade projectada por Norman Foster que o Governo de Abu Dhabi pretende instalar a Agência Internacional de Energias Renováveis caso consiga vencer a batalha travada com três países europeus (Alemanha, Áustria e Dinamarca) para ser a sede do organismo.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O novo paradigma do planeamento e ordenamento do território e das cidades
O novo paradigma do planeamento e ordenamento do território e das cidades está também directamente relacionado com a eficiência energética e qualidade de vida das pessoas.
As cidades de Angola que agora iniciam o seu crescimento têm a oportunidade que muitas cidades do mundo já não têm, para abraçar o novo paradigma do crescimento das cidades.
Este novo paradigma passa por criar centros de comércio e de empregos junto das áreas residenciais periféricas. Pelo crescimento vertical (apesar de haver visões contra este tipo de crescimento, parece-me a solução mais profícua) em detrimento do crescimento horizontal das cidades. Passa também por eficiente rede de transportes e utilização oportuna de modernas redes viárias, ferroviária e de transporte urbano, rápido e personalizado. Nas “novas cidade” será possível reduzir, ou até mesmo eliminar os carros na zonas históricas, os habitantes deslocar-se-ão através de um metro ligeiro de superfície e de um sistema de transporte individual, subterrâneo, em pequenos veículos eléctricos.
Haverá centros de reciclagem, centrais para tratamento de resíduos, centrais para tratamento da água com plantações de espécies diversas para a produção de bens alimentares na periferia da cidade. No caso das cidades de Angola estas poderão ter uma rede compacta de ruas com áreas constantes de sombra como a melhor forma de encorajar as pessoas a andar, protegendo-as das condições climatéricas extremas do calor. O imenso número de horas de sol angolano não será só usado para o turismo este será utilizado nos telhados dos edifícios em Angola, a energia solar vai ser a mais utilizada para as habitações.
Este novo paradigma de cidade, já está me curso nos Emiratos Árabes Unidos, em Abu Dhabi, com a criação de uma cidade de raiz – Masdar.
O país tem 12 horas de sol por dia: a energia solar vai ser a mais utilizada. Para as habitações, o atelier de Norman Foster projectou edifícios baixos com painéis solares no telhado. Além disso é indispensável evitar meios de transporte poluentes. Não haverá carros na cidade da Masdar Initiative. Qualquer transporte, loja, entidade ou instituição estará a uma distância máxima de 200 metros. Para isso foi projectada “uma rede compacta de ruas” com zonas constantes de sombra como a melhor forma de encorajar as pessoas a andar, protegendo-as das condições climatéricas extremas – ou seja, o calor infernal próprio da região – a que o Abu Dhabi está exposto. Além disso, a rede de transportes é rápida e pode ser personalizada. Na cidade sem carros, os habitantes deslocar-se-ão através de um metro ligeiro de superfície e de um sistema de transporte individual, subterrâneo, em pequenos veículos eléctricos.
As cidades de Angola que agora iniciam o seu crescimento têm a oportunidade que muitas cidades do mundo já não têm, para abraçar o novo paradigma do crescimento das cidades.
Este novo paradigma passa por criar centros de comércio e de empregos junto das áreas residenciais periféricas. Pelo crescimento vertical (apesar de haver visões contra este tipo de crescimento, parece-me a solução mais profícua) em detrimento do crescimento horizontal das cidades. Passa também por eficiente rede de transportes e utilização oportuna de modernas redes viárias, ferroviária e de transporte urbano, rápido e personalizado. Nas “novas cidade” será possível reduzir, ou até mesmo eliminar os carros na zonas históricas, os habitantes deslocar-se-ão através de um metro ligeiro de superfície e de um sistema de transporte individual, subterrâneo, em pequenos veículos eléctricos.
Haverá centros de reciclagem, centrais para tratamento de resíduos, centrais para tratamento da água com plantações de espécies diversas para a produção de bens alimentares na periferia da cidade. No caso das cidades de Angola estas poderão ter uma rede compacta de ruas com áreas constantes de sombra como a melhor forma de encorajar as pessoas a andar, protegendo-as das condições climatéricas extremas do calor. O imenso número de horas de sol angolano não será só usado para o turismo este será utilizado nos telhados dos edifícios em Angola, a energia solar vai ser a mais utilizada para as habitações.
Este novo paradigma de cidade, já está me curso nos Emiratos Árabes Unidos, em Abu Dhabi, com a criação de uma cidade de raiz – Masdar.
O país tem 12 horas de sol por dia: a energia solar vai ser a mais utilizada. Para as habitações, o atelier de Norman Foster projectou edifícios baixos com painéis solares no telhado. Além disso é indispensável evitar meios de transporte poluentes. Não haverá carros na cidade da Masdar Initiative. Qualquer transporte, loja, entidade ou instituição estará a uma distância máxima de 200 metros. Para isso foi projectada “uma rede compacta de ruas” com zonas constantes de sombra como a melhor forma de encorajar as pessoas a andar, protegendo-as das condições climatéricas extremas – ou seja, o calor infernal próprio da região – a que o Abu Dhabi está exposto. Além disso, a rede de transportes é rápida e pode ser personalizada. Na cidade sem carros, os habitantes deslocar-se-ão através de um metro ligeiro de superfície e de um sistema de transporte individual, subterrâneo, em pequenos veículos eléctricos.
O modelo americano
Por exemplo, o modelo americano de desenvolvimento das cidades com base na expansão urbana para os subúrbios, os incentivos de compra de casa própria nesses subúrbios, construção de auto-estradas de acesso aos subúrbios e “esvaziamento” demográfico dos centros da cidade tornando-os em meras zonas de serviços, tudo isto é um modelo ultrapassado.
O modelo americano que tem como base o alargamento das cidades com concentração de serviços no seu centro produziu efeitos nocivos aos seus habitantes.
Com as pessoas a morarem cada vez mais longe dos seus locais de emprego, a necessidade de deslocação aumenta, este facto acarreta graves prejuízos para as pessoas e economia de um país. Por exemplo, com o passar de horas em filas de transito todos os dias ao longo de uma vida cria danos na saúde com o stress diário e com poluição do ar, tempo perdido para as pessoas e empresas, mas mortes nas estradas e obvia degradação da paisagem. Quem vive em Luanda sabe muito bem o que isto significa!
Por outro lado, este tipo de crescimento de cidade trouxe graves prejuízos ambientais e desperdícios energéticos, já que, o pára-arranca aumenta o consumo do automóvel em mais de 50%. Todos os dias os congestionamentos de trânsito significam perdas de milhares de dólares para a economia de um país.
Urge rever o:
Programa Nacional de Politica de Ordenamento do Território, contendo as orientações e directrizes para a organização espacial em todo país;
Planos Regionais de Ordenamento do Território, contendo os instrumentos estratégicos, com linhas de orientação de gestão do território que levem em conta a evolução demográfica e as perspectivas de desenvolvimento socioeconómico, e gizar, a partir daí, as directrizes de ocupação territorial a nível regional, como por exemplo a localização de infra-estruturas;
Planos Sectoriais, onde estão inscritos as responsabilidades dos diferentes sectores da administração central que tenham alguma influencia sobre o ordenamento do território;
Planos Intermunicipais de Ordenamento do Território, que servem para melhorar e optimizar a coordenação entre dois ou mais municípios. Podem abranger a totalidade ou parte dos concelhos de uma Província;
Planos Directores Municipais que determinam de forma objectiva como devem ser dividido o espaço de um município, entre áreas rurais, urbanizadas ou de expansão urbana, espaços verdes, áreas de equipamento e outros tipos de uso do solo.
Planos de Urbanização e Planos de Pormenor, estes planos detalham os PDM em determinados espaços do município, os planos de urbanização definem as redes viárias básicas, indica a localização das habitações, comércio, serviços e os equipamentos colectivos a construir. Os planos pormenor tal como indica o nome são mais cirúrgicos, são a base para os projectos de execução das edificações, ruas, jardins e outros equipamentos. Importa salientar que os planos de pormenor também podem ser construídos para espaços rurais;
Planos Especiais de Ordenamento, são suplementares e apenas elaborados pela administração central com o intuito de proteger valores naturais de interesse nacional, que podem ser de três tipos – Planos de Ordenamento das Áreas Protegidas, Planos de Ordenamento da Orla Costeira, Planos de Ordenamento das Albufeiras de Águas Públicas (Garcia, 2004).
O modelo americano que tem como base o alargamento das cidades com concentração de serviços no seu centro produziu efeitos nocivos aos seus habitantes.
Com as pessoas a morarem cada vez mais longe dos seus locais de emprego, a necessidade de deslocação aumenta, este facto acarreta graves prejuízos para as pessoas e economia de um país. Por exemplo, com o passar de horas em filas de transito todos os dias ao longo de uma vida cria danos na saúde com o stress diário e com poluição do ar, tempo perdido para as pessoas e empresas, mas mortes nas estradas e obvia degradação da paisagem. Quem vive em Luanda sabe muito bem o que isto significa!
Por outro lado, este tipo de crescimento de cidade trouxe graves prejuízos ambientais e desperdícios energéticos, já que, o pára-arranca aumenta o consumo do automóvel em mais de 50%. Todos os dias os congestionamentos de trânsito significam perdas de milhares de dólares para a economia de um país.
Urge rever o:
Programa Nacional de Politica de Ordenamento do Território, contendo as orientações e directrizes para a organização espacial em todo país;
Planos Regionais de Ordenamento do Território, contendo os instrumentos estratégicos, com linhas de orientação de gestão do território que levem em conta a evolução demográfica e as perspectivas de desenvolvimento socioeconómico, e gizar, a partir daí, as directrizes de ocupação territorial a nível regional, como por exemplo a localização de infra-estruturas;
Planos Sectoriais, onde estão inscritos as responsabilidades dos diferentes sectores da administração central que tenham alguma influencia sobre o ordenamento do território;
Planos Intermunicipais de Ordenamento do Território, que servem para melhorar e optimizar a coordenação entre dois ou mais municípios. Podem abranger a totalidade ou parte dos concelhos de uma Província;
Planos Directores Municipais que determinam de forma objectiva como devem ser dividido o espaço de um município, entre áreas rurais, urbanizadas ou de expansão urbana, espaços verdes, áreas de equipamento e outros tipos de uso do solo.
Planos de Urbanização e Planos de Pormenor, estes planos detalham os PDM em determinados espaços do município, os planos de urbanização definem as redes viárias básicas, indica a localização das habitações, comércio, serviços e os equipamentos colectivos a construir. Os planos pormenor tal como indica o nome são mais cirúrgicos, são a base para os projectos de execução das edificações, ruas, jardins e outros equipamentos. Importa salientar que os planos de pormenor também podem ser construídos para espaços rurais;
Planos Especiais de Ordenamento, são suplementares e apenas elaborados pela administração central com o intuito de proteger valores naturais de interesse nacional, que podem ser de três tipos – Planos de Ordenamento das Áreas Protegidas, Planos de Ordenamento da Orla Costeira, Planos de Ordenamento das Albufeiras de Águas Públicas (Garcia, 2004).
A favelização das cidades de Angola
A favelização das cidades de Angola trará gravíssimos prejuízos económicos, financeiros e sociais para o país.
Por exemplo, todo o potencial turístico que Angola tem que podia trazer vários milhares de milhões de dólares e mais de um milhão de empregos a médio e longo prazo será gravemente afectado com a favelização dos espaços urbanos. Por outro lado, será inevitável o aumento da criminalidade violenta e generalizada como se verificam no Brasil, onde muitas favelas são autênticos Estados dentro do Estado brasileiro, situação esta inaceitável para qualquer Estado soberano.
São vários os académicos que defendem o regresso em massa de muitos habitantes das cidades para os campos, o problema é que nenhum deles diz como é que isso pode ser feito sem “beliscar” a livre circulação de bens e pessoas.
As pessoas tem de abandonar as cidades, regressando aos espaços rurais não só de livre vontade como também com motivos válidos para o fazerem.
Teoricamente ainda estamos a tempo com excepção de Luanda (a não ser que se gaste muitos milhões de dólares), de resolver todos estes problemas de desordenamento urbano com bons planos de planeamento e ordenamento do território que levem em consideração o que é relevante para um harmonioso uso do território.
Os instrumentos de planeamento e ordenamento do território ao serem desenvolvidos devem prever níveis de expansão urbana capazes de absorver o aumento brutal da população.
Os mencionados instrumentos devem igualmente criar condições para melhorar as condições de vida dos cidadãos; trabalho; lazer; assegurar uma distribuição equitativa de habitação; preservar os solos com aptidão agrícola; rentabilizar as infra-estruturas, de forma a evitar o alargamento desnecessário dos perímetros urbanos, este último ponto é de extrema importância.
A favelização das cidades de Angola, os empreendimentos imobiliários e a construção de estradas para crescimento de subúrbios está a aumentar excessivamente o perímetro urbano destas, contrariando o novo paradigma de ordenamento e planeamento das cidades.
Por exemplo, todo o potencial turístico que Angola tem que podia trazer vários milhares de milhões de dólares e mais de um milhão de empregos a médio e longo prazo será gravemente afectado com a favelização dos espaços urbanos. Por outro lado, será inevitável o aumento da criminalidade violenta e generalizada como se verificam no Brasil, onde muitas favelas são autênticos Estados dentro do Estado brasileiro, situação esta inaceitável para qualquer Estado soberano.
São vários os académicos que defendem o regresso em massa de muitos habitantes das cidades para os campos, o problema é que nenhum deles diz como é que isso pode ser feito sem “beliscar” a livre circulação de bens e pessoas.
As pessoas tem de abandonar as cidades, regressando aos espaços rurais não só de livre vontade como também com motivos válidos para o fazerem.
Teoricamente ainda estamos a tempo com excepção de Luanda (a não ser que se gaste muitos milhões de dólares), de resolver todos estes problemas de desordenamento urbano com bons planos de planeamento e ordenamento do território que levem em consideração o que é relevante para um harmonioso uso do território.
Os instrumentos de planeamento e ordenamento do território ao serem desenvolvidos devem prever níveis de expansão urbana capazes de absorver o aumento brutal da população.
Os mencionados instrumentos devem igualmente criar condições para melhorar as condições de vida dos cidadãos; trabalho; lazer; assegurar uma distribuição equitativa de habitação; preservar os solos com aptidão agrícola; rentabilizar as infra-estruturas, de forma a evitar o alargamento desnecessário dos perímetros urbanos, este último ponto é de extrema importância.
A favelização das cidades de Angola, os empreendimentos imobiliários e a construção de estradas para crescimento de subúrbios está a aumentar excessivamente o perímetro urbano destas, contrariando o novo paradigma de ordenamento e planeamento das cidades.
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